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sábado, 23 de março de 2013



"De certa forma quando eu acordo pela manhã nada me convence de que há algo que, realmente, me motive a levantar. O abismo que insiste em fazer parte de mim, faz meus dias injuriáveis. Geralmente ajo por impulso, tudo na minha vida é feita de “impulsos”. Àquele dia que levantei e fui a padaria, àquele dia que sai de casa, àquele dia que fui a esquina conversar. Tudo… Exatamente tudo, é feito por impulso. Ou por simples obrigação. Não há nada pior que não ter vontade de continuar, vontade de sorrir para todos ao meu redor. Não há nada pior que ter um nó infindável na gargante. Simples seria se houvesse motivação para levantar-me da cama. Sorrir para a senhora tão meiga que sempre esbarro na rua. Olhar para as estrelas sem pensar no olhar da pessoa que amo, mas que está a milhas de distância de mim. Viver uma vida como todos, sem tentar somente transparecer felicidade. Sem precisar de coisas supérflua, só da felicidade que está presente na vida de tantas outras pessoas, como a do padeiro que sorri para a senhora doce. Como os vizinhos da minha amada que estão tão perto dela, enquanto eu estou tão longe. Como o das estrelas que tem o poder de iluminar o céu. Queria ter a felicidade sóbria, sem precisar de álcool para ter momentos efêmeros de felicidade. Queria ter motivação para agir de coração e não por impulso. É exaustivo sorrir por sorrir, viver por viver, querer porque não há outras opções. Eu quero não ter que ser outra pessoa. Quero ser eu mesma com todos, mas os impulsos não deixam."                                                                                                           (Suzane Marques)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Então sufoquei-me em profundo abismo, porque obtive finalmente a minha resposta em meio à tantas perguntas que eu havia feito a mim mesma por tanto tempo: Eu nunca mais terei momentos bons como àqueles, porque o vazio tomou conta não só de mim mas de minh'alma e feridas da alma não cicatrizam. (Suzane Marques.)
Pobre bailarina solitária,
Aprendeu a amar;
Mal sabia que teria que aprender a rezar,
Para que o amor pudesse perdurar.
Pobre bailarina que só sabia sonhar.
Pobre bailarina!
Achou que a solidão lhe acolheria tão bem como quando não sabia amar.
- Suzane Marques.

Isto não é um texto de amor.

             Estou indignada com tantos absurdos que estás a dizer, eles ensurdecem-me. Meu ouvido é tênue quando se trata deste assunto, principalmente vindo de bocas sujas. Mal sabes o que comestes na janta de ontem, vais saber falar sobre o amor? Não, você não sabe o que é o “amor”. Porque só os que tem um coração podem falar sobre(não tens um coração querido, tens um enorme buraco dentro do peito.). Algo tão bom dito pelos teus lábios impuros, estás louco? Destruindo o que chamamos de amor. O amor não é tão frustante como dizes, o amor é bom, quando deve ser bom. O amor é bom quando a pessoa “predestinada” a ti, vens a seu encontro sem saber o que vai ocorrer. Muitos dizem que é o destino, apesar de eu não acreditar em destino sei que há algo que puxa-nos para a pessoa certa. Pegue como exemplo um casal que está junto a tanto tempo que estão nas bodas de ouro, vistes? Como sempre há alguém? Tantos casais juntos a tantos anos. O problema das pessoas é: Não saber esperar. Porque o amor sempre chega, mesmo demorando, mesmo muitas vezes nos fazendo chorar. Ele chega. O que seria do amor sem os altos e baixos que a vida impõe? Seria monótono. Por isso há brigas, choros… Mas após o amor os cura.
        E você querido, se continuar com teus pensamentos errados sobre o amor, irá viver sozinho. Porque amor nenhum bate na porta de quem é cego, digo, cego para as coisas boas que o amor pode trazer para as nossas vidas.
-Suzane Marques.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Dizem-me que tu estás a cuidar de mim, de longe… Dizem-me, que tu ainda me amas. Dizem-me que você se tornou um anjo e está a me olhar todos os dias. Mas frios são os dias longe de ti, frios são os dias que não posso abraçar-te. Tudo se tornou frio sem você aqui.
As musicas, as tais musicas que vivias a escutar e cantar, não fazem mais sentido. Não para mim. 
Tudo se desmorona com facilidade, tudo que me trazia felicidade se foi… Como você. Se você soubesse como sinto falta de um abraço aconchegante como o teu, como eu queria poder sentar-me na sala e ver-te sentado assistindo as programações que tanto gostavas. 
Não sabes como sinto falta de quando você escrevia. Você me parecia feliz escrevendo os poemas que sempre dava para minha mãe. Eu gostava tanto de te ver escrevendo, cantando e fazendo suas “palhaçadas”. Eu sei o quanto você pediu para estar aonde tu estás hoje. Eu sei o quanto tu sofreu, o quanto você chorou. O quanto doeu também, eu escutava todas as noites você suplicando para que Deus lhe levasse junto dele. Mas às vezes, dói pai. Dói saber que no dia dos pais você não vai estar aqui. Dói saber que não vou poder te abraçar… Dói. 
Sabe, todos acham que eu não sinto sua falta. Nunca me veem chorar, nunca me veem falando de você. Todos dizem o mesmo. Eu não choro, não na frente deles. Não falo de você porque… Sei que se eu falar de você, vai doer. E eu não posso chorar, porque você me pediu… Pediu para cuidar da minha mãe, do meu irmão. Pediu para que eu fosse forte para ajudar os dois. Mas nem sempre consigo, me desculpa… Me desculpa!
Só quero que não esqueças jamais, que tudo que sou hoje é por você. Mesmo com meus erros. Sou o que desde pequena aprendi com o senhor - dizem-me, que pareço com você -, sou o que tu querias que eu fosse tanto com os meus “deveres”, quanto no meu modo de ser. Peço-te que nunca esqueças também que… Eu amo você!
  (Suzane Marques, para um anjo... Meu anjo.)