sábado, 23 de março de 2013
"De certa forma quando eu acordo pela manhã nada me convence de que há algo que, realmente, me motive a levantar. O abismo que insiste em fazer parte de mim, faz meus dias injuriáveis. Geralmente ajo por impulso, tudo na minha vida é feita de “impulsos”. Àquele dia que levantei e fui a padaria, àquele dia que sai de casa, àquele dia que fui a esquina conversar. Tudo… Exatamente tudo, é feito por impulso. Ou por simples obrigação. Não há nada pior que não ter vontade de continuar, vontade de sorrir para todos ao meu redor. Não há nada pior que ter um nó infindável na gargante. Simples seria se houvesse motivação para levantar-me da cama. Sorrir para a senhora tão meiga que sempre esbarro na rua. Olhar para as estrelas sem pensar no olhar da pessoa que amo, mas que está a milhas de distância de mim. Viver uma vida como todos, sem tentar somente transparecer felicidade. Sem precisar de coisas supérflua, só da felicidade que está presente na vida de tantas outras pessoas, como a do padeiro que sorri para a senhora doce. Como os vizinhos da minha amada que estão tão perto dela, enquanto eu estou tão longe. Como o das estrelas que tem o poder de iluminar o céu. Queria ter a felicidade sóbria, sem precisar de álcool para ter momentos efêmeros de felicidade. Queria ter motivação para agir de coração e não por impulso. É exaustivo sorrir por sorrir, viver por viver, querer porque não há outras opções. Eu quero não ter que ser outra pessoa. Quero ser eu mesma com todos, mas os impulsos não deixam." (Suzane Marques)
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