“Dizem-me que tu estás a cuidar de mim, de longe… Dizem-me, que tu ainda me amas. Dizem-me que você se tornou um anjo e está a me olhar todos os dias. Mas frios são os dias longe de ti, frios são os dias que não posso abraçar-te. Tudo se tornou frio sem você aqui.
As musicas, as tais musicas que vivias a escutar e cantar, não fazem mais sentido. Não para mim.
Tudo se desmorona com facilidade, tudo que me trazia felicidade se foi… Como você. Se você soubesse como sinto falta de um abraço aconchegante como o teu, como eu queria poder sentar-me na sala e ver-te sentado assistindo as programações que tanto gostavas.
Não sabes como sinto falta de quando você escrevia. Você me parecia feliz escrevendo os poemas que sempre dava para minha mãe. Eu gostava tanto de te ver escrevendo, cantando e fazendo suas “palhaçadas”. Eu sei o quanto você pediu para estar aonde tu estás hoje. Eu sei o quanto tu sofreu, o quanto você chorou. O quanto doeu também, eu escutava todas as noites você suplicando para que Deus lhe levasse junto dele. Mas às vezes, dói pai. Dói saber que no dia dos pais você não vai estar aqui. Dói saber que não vou poder te abraçar… Dói.
Sabe, todos acham que eu não sinto sua falta. Nunca me veem chorar, nunca me veem falando de você. Todos dizem o mesmo. Eu não choro, não na frente deles. Não falo de você porque… Sei que se eu falar de você, vai doer. E eu não posso chorar, porque você me pediu… Pediu para cuidar da minha mãe, do meu irmão. Pediu para que eu fosse forte para ajudar os dois. Mas nem sempre consigo, me desculpa… Me desculpa!
Só quero que não esqueças jamais, que tudo que sou hoje é por você. Mesmo com meus erros. Sou o que desde pequena aprendi com o senhor - dizem-me, que pareço com você -, sou o que tu querias que eu fosse tanto com os meus “deveres”, quanto no meu modo de ser. Peço-te que nunca esqueças também que… Eu amo você!” (Suzane Marques, para um anjo... Meu anjo.)

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