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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O compasso.

Quatro jovens, ambos com 16 e 15 anos, Eduarda, Fernando, Rafael e João. Estavam conversando sobre a tal brincadeira do compasso, e como nenhum deles acreditavam que essa brincadeira atraia espíritos, tiveram a ideia de começar a brincar... Pois bem, Eduarda ficou com receio de começar a brincadeira, mas logo João a convenceu de começar o jogo. Sentaram-se na mesinha da sala, foi quando Fernando disse que seria melhor todos irem para a cozinha, pois a brincadeira exigia “adrenalina”, e a tal “adrenalina” que Fernando tanto dissera... Claro que seria a cozinha, por ter tantos objetos cortantes.
Então ao sentarem a mesa, desenharam um círculo em um papel, escreveram as letras do alfabeto acompanhando o desenho e as palavras "Sim" e "Não" nas laterais.
Rafael começa, segura o compasso e pergunta se eles poderiam iniciar a brincadeira, então o compasso gira, e cai no sim. Todos ficam olhando para Rafael, e como ele era o mais palhaço todos olharam para sua cara, com ar de ironia disseram... “Você nem fez isso de propósito, não é Rafael?” Mesmo com todos achando o contrario, ele nega que foi proposital. Então continuaram a brincadeira, e agora era vez da Eduarda. Eduarda perguntou ao espírito: “és homem ou mulher?” o compasso, girou, girou e girou e não deu a resposta exata. Ela não se conformou com a resposta, e perguntou de novo, se era homem ou mulher. E a resposta nunca era exata, nunca caia no “sim” ou no “não”. Então cansada de perguntar, passou o compasso para Fernando. Então Fernando perguntou como seria sua morte, e todas as respostas eram tristes e dolorosas. Na vez de João ele resolveu perguntar: “se você existe de verdade, mande-nos um sinal.” Então todas as portas e janelas da casa começaram a abrir e fechar, e quando olharam sobre a janela assustados, viram que não havia vento algum. Apenas as portas abrindo e fechando. Todos decidiram parar de brincar, mas esqueceram de perguntar, se poderiam sair da tal brincadeira. Todos foram para suas casas, sem ao menos se lembrar de terminar a brincadeira.  João e Eduarda eram irmãos, portanto os dois foram para casa juntos. E ambos sentiram tal calafrio, que fez com que ficassem cismados.  Fernando era vizinho da casa da frente de Eduarda e João, e do lado direito da casa de Fernando era a casa de Rafael. Atrás da casa do Fernando, havia um terreno escuro e abandonado. E seu quarto tinha uma janela pra esse terreno baldio. Pois, Fernando e Rafael também sentiram o calafrio ao chegarem em suas casas.
Fernando havia perguntado como seria sua morte, ele ficou matutando isso a noite inteira, e graças a isso não conseguiu dormir. Foi a cozinha, beber um copo d’água quando, uma das gavetas abriu lentamente. E a gaveta que estava se abrindo, era exatamente a que eram guardadas as facas de sua casa, ele sagaz, fechou-a. Ele foi até seu quarto, e a janela que dava de cara com o terreno baldio estava aberta, ele a olhou e se perguntou “ela estava aberta quando eu sai do quarto?” , logo se aproximou dela e... Quando ele olhou sobre a janela, havia duas sombras, ele se assustou, pois só tinha ele em seu quarto. Logo a luz de seu quarto se apagou... e só ouviam-se gritos, e mais gritos de Fernando (...)
  No outro dia, seu corpo estava jogado sobre o chão. Todos suspeitavam que ele tinha se matado, pois a faca que tinha perfurado seu peito. Estava com suas digitais, apenas suas digitais...


Continuara... 

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